CANTO DO BACURI > Mari Satake: Um xerife?

Naquele hipotético país, havia uma parcela significativa da população que era muito, mas muito pobre. Comer as três refeições diárias era algo impensável para eles. Quando muito, comiam um prato de comida por alguns dias seguidos para em…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: O pequeno homem

Num hipotético país, era o filho único de família endinheirada. Criado pelos empregados via muito pouco o pai ou a mãe. Pequeno ainda, reinava dentro de casa. Verdadeiro tirano em miniatura. O pequeno tirano cresceu. Não muito, é verdade.…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: O baloeiro

Era um sábado. Estava trabalhando no velho fogão do salão do templo e vi o rapaz se aproximando. Primeiro ele parou do lado de fora e, pelo vidro dos janelões, ficou me observando. Fiz que não percebia. Não demorou muito e ele entrou. Sem…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Pequenas estórias

Era um sábado. Estava trabalhando no velho fogão do salão do templo e vi o rapaz se aproximando. Primeiro ele parou do lado de fora e pelo vidro dos janelões ficou me observando. Fiz que não percebia. Não demorou muito e ele entrou. Sem…

Comédia

Acordei com o alerta do celular. É um pequeno vídeo que recebi de uma amiga dos anos recentes. Confesso que este tipo de vídeo, na maior parte das vezes, acabo deletando sem me dar ao trabalho de abrir. Abri e usei quase cinco minutos…

Mistérios…..

Pode isso? Quero mandar a mensagem pelo já velho dispositivo chamado email usando o teclado do notebook e o que tenho à minha frente é uma tela em branco. Oh deuses! Por que me castiga? O aparelho é novo, nem ano fez ainda e agora isso?…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Voltando a São Paulo

Fomos colegas de faculdade. Não estudávamos na mesma classe e nem mesmo frequentávamos a mesma modalidade. Mas sempre que os horários de término das atividades diárias coincidiam, fazíamos juntos o trajeto de volta para nossas casas.…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Chá das quatro

A amiga diz que não entende. Para mostrar que está em plena posse de suas faculdades mentais, ela mostra toda a sua produção destes dias de clausura voluntária. Explica-se dizendo que andar pelas ruas a entristece. Homens com cachorros,…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Esmeralda

Não me lembro quando e nem como foi que ela chegou e a mãe lhe deu abrigo. A casa não era grande, os filhos eram muitos, ainda havia a avó. O fato é que ela passaria a dormir lá nos fundos do quintal onde tinha a edícula que a criançada…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Rever

Desde 8 de maio, uma vez por semana, acontece a sessão de cinema com ingressos gratuitos. Quando vi a programação, fiquei bastante entusiasmada. Estava ali a rara oportunidade para ver ou rever os filmes do diretor que mais me impressionou…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Ah, este país!

Agora está assim. Estamos todos à deriva. escancaradamente. A tv dos donos do dinheiro e seus amigos faz um grande estardalhaço e nem ela sabe que rumo tomar. Há quase sessenta dias, o homem que trouxe condições de vida digna para…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Reencontro

Final de ensaio. As pessoas se descontraem juntando-se em pequenos grupos. Ao seu redor também se juntaram duas outras mulheres, também como ela, um pouco mais novas que as demais. Uma delas lhe pareceu familiar, mas não lhe ocorria quem…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Triste abril

As horas voam e ela vê a tela em branco à sua frente. Palavras escapam de seus dedos. Segundos depois, ela as apaga. Novamente a tela em branco. Fica nesse movimento. Escreve, apaga. Apaga, escreve. É a crise. Vai passar. Ou ao menos, ela…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Despedida

O calor era insuportável. Há horas armava-se no céu o que viria logo mais, mas lá no salão ninguém havia se dado conta. Estavam todos muitos entretidos com o trabalho a ser feito. Cada um em sua mesa, o mestre lá na frente, ora falando com…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: As amigas

Celina é do interior de Minas. Foi casada com João. Com ele teve dois filhos. Criou os filhos para serem fortes e independentes. Soltou-os no mundo. Outro dia, ficou sabendo. Ia ser avó e a filha a convidava para ir passar uns dias na…

CANTO DO BACURI – Mari Satake: A dama do salão

Há anos era assim. Nas noites de segunda de carnaval, pontualmente ela entrava no salão as 23:30 horas. Nunca vinha só. Ao seu lado sempre um garotão de corpo bem constituído, ricamente trajado. Como ela. Os antigos do clube diziam que ela…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: As filhas do seu Mário

Quando meninas eram as filhas de seu Mário. As duas mais velhas eram de idade bem próximas. Como um par de vasos, andavam sempre juntas, apesar da diferença de temperamento das duas. A mais velha, como a atender o desejo da avó, era uma…

CANTO DO BACURI > Mari Satake: 2018

Mais um ano que chega! Aqueles dias iniciais já se foram, já é hora de se mexer. As contas chamam. A agenda lembra os compromissos do ano que entrou. E então para começar o ano, vai ao cinema. A avenida de sua meninice está lotada.…