Haicai como descoberta da palavra (1)

Nestes últimos trinta anos em que enveredei neste Caminho do Haicai (ou seria Haiku?), muitas águas passaram diante de mim. Aprendi muitas coisas, esqueci-me de outras, retomei, retornei e avancei. Da maneira ensinada pelo mestre inspirador H. Masuda Goga, o haicai devia ser em primeiro lugar o campo da experiência. Seja esta a experiência do olhar, do olfato, do tato, de toda a sensibilidade do corpo e da alma. Não haveria um modelo pronto, que pudesse servir de parâmetro.
Entretanto, ao mesmo tempo em que assim expunha, havia uma referência a ser respeitada. O haicai tinha três versos, de cinco, sete, cinco sons. Dizer que devesse ter dezessete sons no total, independente da distribuição nunca foi a palavra dele.

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