Vamos falar de eleições?

Este ano, teremos no Brasil, as eleições presidenciais. E para nós que moramos no exterior, temos a obrigatoriedade de votação somente nas eleições para presidente.

Na última reunião do conselho de cidadãos de Tóquio, na qual eu estive presente, uma das pautas discutidas foi sobre esse tema.

As eleições brasileiras no exterior, movimenta a comunidade e demanda de grandes esforços e encargos do serviço consular, ainda mais que, segundo alguns dados não oficiais, o número de eleitores aumentou consideravelmente nos últimos anos.

O que realmente me preocupa é que, durante uma enquete na rede social, vinculada através da mídia brasileira no Japão, o resultado obtido é que 51% dos que responderam a pesquisa, não pretendem votar nas próximas eleições. Isso, na minha opinião, é grave.

Grave porque, todos querem pleitear por um país melhor, mas não querem fazer a sua parte como cidadãos. Não importa se nunca mais irá voltar ao Brasil, ou seja lá qual for o motivo, o fato de ser brasileiro, já se torna motivo suficiente para votar.

Se o povo soubesse a força que tem, se soubesse a importância do seu voto, duvido que alguém votaria branco, nulo, ou mesmo deixasse de comparecer na zona eleitoral.

Se a realidade política brasileira não colabora, e não é favorável tampouco atrativa para que o povo brasileiro exerça o seu dever como cidadão, podemos pensar que essa realidade seja consequência reflexiva de tais atitudes desse mesmo povo que reclama da política atual.

Quando vamos ter consciência de que na democracia, quem manda é o povo? O político nada mais é do que um funcionário público, com poder representativo daqueles que o elegeu no cargo.

Nada mais!

Votou, então cobre, faça valer o seu voto, não desperdice a chance. Consciência política não pode ser privilégio de poucos, e sim um movimento de massa.

Muitas vezes, me deparo com brasileiros reclamando dos políticos no Brasil, mas daí eu pergunto, você votou nas últimas eleições?

Não se pode exigir integridade, se você mesmo não cumpre o seu papel. Lembrando que voto branco e nulo não é uma forma de protesto, e se alguém o considera assim, está fazendo da forma mais burra que tem, pois acaba por favorecer aquele que está em primeiro lugar.

Atualmente estou no Brasil, e tenho me atentado a alguns detalhes, como por exemplo, as atitudes do povo brasileiro. E me pergunto, a culpa realmente é dos políticos?

Cada vez mais tenho certeza que não! A culpa é do próprio povo brasileiro que já tem na cabeça, uma atitude corrupta mesmo que inconscientemente. Carteirada, propina, uso de influências, querer levar vantagem em tudo… Não são atitudes unicamente políticas.

Claro que não podemos generalizar, mas por exemplo, quando eu entro em uma loja, como consumidora, busco um bom atendimento, pelo menos, e se não sou bem recebida, nunca mais volto. Não somente eu, mas a maioria. Depois esse estabelecimento fecha por falta de movimento, a culpa realmente é do governo? Crise?

Sinceramente não vejo crise em lugares com bons serviços e produtos de qualidade.

A política do Brasil vai mal? Sim! Mas não é a culpada de tudo, é somente a ponta do iceberg,o que está em baixo é que precisa ser mudado. Como? Votando!

O voto é a melhor arma do povo.

Fui criada num ambiente onde falava-se muito sobre política. E assim eu quis ter conhecimento sobre o assunto, até gosto muito desse tema, mas não foi por gosto que comecei a pesquisar assuntos políticos, mas sim para poder entender e conseguir formar uma opinião própria.

E é isso que falo para os meus filhos, não precisa gostar de política, mas precisa conhecer, precisa entender o que está acontecendo, não só no Brasil, ou só no Japão, mas no mundo todo.

Informação e conhecimento não faz mal à ninguém.

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