Trilhas longínquas de Oku

Edson Kenji Iura
Um dos mais famosos textos de Bashô (1644-1694), Oku no hosomichi é um diário, misturando prosa e verso, da viagem de 156 dias e 2.400 km empreendida pelo autor através do norte do Japão, região à época inculta e pouco habitada. Relato épico de uma jornada venturosa e não livre de perigos, é considerado uma obra-prima da literatura mundial. Oku quer dizer lugar afastado ou confim e hosomichi quer dizer senda ou caminho estreito, referências às condições da viagem por territórios estranhos, feita precariamente a pé. A obra já recebeu traduções brasileiras de Olga Savary (Sendas de Oku) e Alberto Marsicano (Trilha estreita ao confim). A mais recente é de Meiko Shimon, professora aposentada da UFRGS recentemente homenageada com a Comenda Kasato Maru pelos relevantes serviços prestados à comunidade nipo-brasileira. Esta versão, que recebeu o título de Trilhas longínquas de Oku, foi realizada diretamente da língua japonesa e enriquecida com muitas notas explicativas por uma tradutora experiente e versada em literatura clássica. Além disso, é bilíngue, contendo lado a lado as versões em japonês e português.
Trilhas longínquas de Oku, de Matsuo Bashô, tradução de Meiko Shimon. Editora Escrituras, 2016, 152 páginas, 14cm x 21cm, ISBN 978-85-7531-707-5.

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