Treinar é a palavra chave para se ter sucesso na pescaria.

Para fazer bem feito e ter o resultado esperado não tem milagre. É treinar muito!

Por: Mauro Yoshiaki Novalo

Na edição passada tratamos sobre carretilhas e, hoje abordaremos talvez o equipamento mais utilizado (fora a varinha caipira de bambu) pelos pescadores, ou seja, o molinete.

Abastecimento

A colocação de linha em um molinete requer atenção para não o fazer torcendo a linha. Assim veja se linha está sendo enrolado no mesmo sentido que estava armazenado. Confira orientações do fabricante para este procedimento.

Como citado no texto para carretilha:

– dar o nó de forma a ficar seguro e firme, procurar mantê-lo centralizado no carretel

– armazenar sem exagero mas lembrar que pouca linha, dificulta os arremessos

 

Regulando a fricção

Veja no manual onde se localiza este botão, normalmente em cima do carretel. Alguns modelos o apresentam na parte traseira do molinete.

Deve ser feita a ¼ de resistência da linha usada ou da vara, quando esta for de resistência menor que a linha. Exemplo: se abasteceu o molinete com linha de 12 libras de resistência, o ajuste deverá ser de 3 libras. Isto é, se o peixe pesar mais que 3 libras, automaticamente o molinete deve liberar linha para não se romper.

Para ajustar de forma correta, monte seu conjunto (vara + molinete + linha), coloque uma balança na ponta da linha e aplique pressão na vara.

 

P.S: Equipamentos de boa procedência servem para destros e canhotos, bastando apenas trocar a manivela de lado. Além disso trazem marcadas na carcaça em local visível, a capacidade e bitola indicadas das linhas a serem utilizadas.

A pegada no conjunto montado sugere variações mas o padrão é, normalmente depois de fixar o molinete na vara, segurar de forma que o pé do molinete fique entre o dedo médio e o anular, assim estará bem seguro na mão, sem o risco de soltar-se principalmente no momento do arremesso.

Arremesso

Para executar o arremesso é necessário prender a linha junto à vara de pesca, usando o dedo indicador (da mão que está segurando a vara). A seguir, levante o pick-up ou aro e proceda ao arremesso. O conceito é carregar a vara, usando de toda a sua extensão para arremessar. Mantendo o dedo prendendo a linha na vara movimenta-se a ponta da vara para trás e quando chegar num ângulo de 45 graus volta-se a ponta da vara para frente e quando esta estabelecer o ângulo de 45 graus para frente, solta-se o dedo indicador liberando a linha. São movimentos distintos e técnicos para se conseguir alavanca necessária para cobrir a distância pretendida até o alvo.

Treinar os diversos tipos de arremessos além de dar segurança para efetua-los conforme as variadas situações de pesca, onde se precisa às vezes contornar obstáculos naturais, aumenta consideravelmente suas chances de sucesso.

Freando a isca no ar

Linha liberada, conjunto de isca e chumbada voando, aproximar a mão livre e mante-la próxima da linha que está saindo antes do primeiro e maior passador. Percebendo que a isca atingiu o local pretendido, é encostar esta mão na linha e assim brecar o lançamento. Isto feito, abaixa-se o pick-up. O ideal é lançar após o alvo desejado e ter um pouco de linha a ser recolhida até chegar onde se quer. Este procedimento eliminará a folga (barriga) da linha, deixando em condições para melhores para sentir a mínima pressão ou fisgada.

Recolhimento da linha

É normal vermos o pescador iniciante ao fisgar, manivelar de forma contínua, abaixando e levantando a ponta de vara, para tentar trazer o peixe o mais rápido possível. Isto pode comprometer seriamente o seu molinete, danificando rolamentos e outras peças. O recolhimento deve ser executado utilizando a ação da vara de pesca, isto é, acionar a manivela só quando a vara estiver no movimento descendente. Assim, você levanta a vara e na descida: manivela, para não forçar o equipamento. Quem traz o peixe é a vara e não o molinete.

Durante a briga com o peixe às vezes, é necessário liberar um pouco mais da pressão exercida na linha (liberar a fricção), para isso é recomendável você conhecer bem o equipamento (leia o manual e pratique este procedimento que pode ser a diferença para o sucesso da sua pescaria).

Manutenção

Percebendo algum som estranho durante a pescaria ou depois desta limpeza prévia, reserve-o para uma manutenção completa para não comprometer alguma peça.

Pescaria em água salgada ou salobra requer atenção dobrada, devido a maresia. Isto vale para tudo que ficou sujeito a ação da ferrugem (inclusive anzóis e iscas artificiais que ficaram expostos) e foi levado ao local, mesmo sem ter sido utilizado.

O ideal é sempre guardar seus equipamentos com a fricção solta e, fazer a devida regulagem toda vez que montar o chicote ou trocar a isca.

Preste atenção para as especificações das varas, molinetes, linhas e peso do conjunto iscas + chumbadas (se for o caso), para montar um conjunto equilibrado e usá-lo por muitas pescarias.

Ótimas pescarias!

Apoio:

Caiaque Lontras    www.caiaquelontras.com.br                                                                                              Guss Produções     www.youtube.com/user/dguss1975

Maré Iscas    www.mareiscas.com.br                                                                                                                                   Moro e Deconto    www.morodeconto.com.br                                                                                           Mustad    www.mustad.com.br                                                                                                                                                                                     Piscicultura Chang    www.pisciculturachang.com.br

 

Comentários
Loading...