SILVIO SANO > NIPÔNICA: Karaokês Taikais têm salvação?!

Apesar de, atualmente, estar mais ligado ao karaokê da comunidade nipo-brasileira, já teve momentos em que fiquei bem mais empolgado a ponto de denomina-lo como boom… e dos positivos, devido ao benefício à personalidade introspectiva do nikkei.
Mas como observador e crítico que sou, também tive momentos de desagrados e decepções visto que se trata de algo em que a “mão humana… amiga”, às vezes, interfere de modo não adequado. Não deu outra, artigos meus mexeram com algumas cabeças e até criou um esfriamento em nossa relação. Hoje não mais ocorre, ao contrário, talvez porque apenas trouxe à tona o que todos já sabiam.
E parece não ter ocorrido apenas comigo porque uma das queixas atuais é a da diminuição de participantes nos concursos de karaokê, principalmente dos jovens. Talvez porque, queixosos de algo, tenham mais opções além do karaokê, enquanto os adultos e idosos vão ficando… por falta… rs.
Independentemente das razões, os organizadores têm estado preocupados e buscando formas para atraí-los de volta ou compensar essa falta. Já é comum vermos, nos taikais, as categorias de Natsumero que possibilita duas inscrições ao mesmo cantor… ou até três, com as de Internacional e Pop.
Outra de que tinha ouvido falar já há algum tempo, vem sendo implantada com a denominação Categoria Videokê… para atrair os que alegam não participarem por não conseguirem decorar as letras das músicas. Parece que está dando muito certo.
E outra que vislumbro agora, vem do V Concurso Brasileiro da Canção Internacional (da ABRAC) ocorrido domingo passado, no Nippon Country Club. Nunca tinha assistido a nenhum dos quatro anteriores, mas esse me encheu os olhos pela qualidade e empolgação dos jovens, adolescentes e crianças (categoria Mirim), que me pareceu se soltarem mais do que nos taikais normais, em japonês, como se estivessem gostando mesmo do que estavam fazendo.
Quem sabe, com Natsumero segurando idosos, videokê atraindo inseguros em letras e Internacional às crianças, adolescentes e jovens, os Karaokês Taikais não tenham ainda vida longa?

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