SILVIO SANO > NIPÔNICA: Eleições… Konflitos nikkeis são os culpados!

Já até me coloquei como culpado por um vexame eleitoral dos políticos nikkeis, anos atrás, quando escrevi Somos Todos Culpados. Não me coloco mais. Mas nem daquela vez me coloquei. O título foi força de expressão. Até porque culpados são as entidades líderes da comunidade que os têm como elementos com obrigação de ajudá-las, mas nem os ajudam a pô-los nessa condição.
Foi o que ouvi, anos atrás, de um deputado desconhecido da comunidade… até ser eleito. Contou-me que, tão logo assumiu, algumas dessas lideranças vieram ao seu gabinete dizendo-lhe que, devido à “cara”, deveria ajudá-las. Pode?
Queria vê-las fazendo o mesmo com Kim Kataguiri, quarto mais bem votado no estado e que, apesar de jovem (22), não tem papas na língua. Ouviriam boas verdades dele… rs. A propósito, enquanto escrevia recebi telefonema de uma dessas lideranças. Contou-me que nunca tinha ouvido falar dele e na conversa concluímos que muitas outras pessoas mais… da comunidade, também. Ai… ai…
Nessa toada, repito o que já afirmei n vezes (ufa!) aqui: “não acho que eleitor nikkei deva votar em políticos idem, mas as entidades, sim, devem estimular campanhas em prol das eleições deles”… por sempre necessitarem daquelas mãozinhas aos seus grandes eventos. E porque se essa ajuda for explícita até poderão ir aos seus gabinetes, depois, para lhes cobrar. Simples assim.
E lógico, assim como Kataguiri, políticos nikkeis têm de se candidatar, antes, por projetos à nação, estado ou município e não apenas por suas comunidades étnicas. E se elegerem, como ele, por seus méritos… mas, vai, também pela “cara”.
Lideranças da comunidade não conhecerem Kataguiri é apenas prova da alienação que vige nesse meio. Daí o que se esperar delas nessas horas que não prestigiam nem os próprios? E pior, por seus grandiosos eventos, e até frequência em restaurantes típicos… rs, não perceberem que, com bom trabalho, poderiam até atrair votos de não descendentes graças ao respeito que ainda usufruem perante a sociedade brasileira como um todo. Né, não?!

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