Organizadores fazem balanço positivo do 2º RevitaLiba

Abertura contou com a presença do cônsul geral, do secretário Penido e do presidente da Acal (Aldo Shiguti)
Abertura contou com a presença do cônsul geral, do secretário Penido e do presidente da Acal (Aldo Shiguti)

A segunda edição do RevitaLiba, projeto de revitalização e limpeza do bairro da Liberdade, reuniu mais de 200 voluntários, de acordo com estimativas dos organizadores. Uma iniciativa da JCI Brasil-Japão com apoio da Prefeitura Municipal de São Paulo e do Consulado Geral do Japão em São Paulo, a ação, realizada no último dia 15, mobilizou participantes da Abjica-SP (Associação de Ex-Bolsistas da Jica), Asebex (Associação Brasileira de Ex-Bolsistas no Japão), Interkaikans, Abeuni (Aliança Beneficente Universitária de São Paulo), Seinen Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil, Rotary Club Liberdade, Federação Paulista de Kendô, Lions Club, JCI São Paulo, JCI Brasil-China, FEI, FEI Júnior e Fecap.
O que não estava nos planos e acabou atrapalhando um pouco foi o mau tempo, já que no dia anterior choveu muito em São Paulo. No sábado, apesar de o dia ter amanhecido sem chuva, o céu estava com ares carregado. Outro imprevisto – que não chegou a interferir – foi uma constante fumaça branca que saía da agência do banco Santander, localizada ao lado da loja Ikesaki, e a poucos metros do Jardim Oriental, local de concentração escolhido pelos organizadores.
Acionado, os bombeiros informaram à reportagem do Jornal Nippak se tratar em, princípio, de uma falha no sistema de segurança.
Sem chuva e com ânimo de sobra, pouco a pouco os voluntários foram se aglomerando para retirar seu colete e receber as últimas instruções. Antes do alongamento com grupo de Rádio Taissô da Liberdade, uma breve cerimônia de abertura reuniu o cônsul geral do Japão em São Paulo, Yasushi Noguchi; o cônsul adjunto Akira Kusunoki, a cônsul de Assuntos Políticos e Gerais, Reiko Nakamura; o secretário municipal das Prefeituras Regionais, Marcos Penido; o presidente da Acal (Associação Cultural e Assistencial da Liberdade), Hirofumi Ikesaki; os vice-presidentes do Bunkyo, Osamu Matsuo Carlos Kendi Fukuhara e o vice-reitor da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado), Taiguara Langrafe, além do presidente nacional da JCI, Fábio Mello Fagundes, entre outros.
Ikesaki mais uma vez reforçou seu agradecimento ao ato do prefeito Bruno Covas (PSDB), que renomeou a Praça da Liberdade para Praça da Liberdade-Japão. “Agora precisamos fazer nossa parte e mostrar quem somos nós para tornar o bairro melhor”, disse o empresário, que aproveitou também para cobrar do poder público “mais atividades” e “segurança”.

Mantra – Representando o prefeito, o secretário Marcos Penido lembrou que o RevitaLiba estava acontecendo simultaneamente à uma ação de zeladoria nas 32 subprefeituras da Capital com a mobilização de cerca de 13 mil funcionários da Prefeitura. Penido destacou que o ato simbólico, organizado por jovens empreendedores, “precisa ser um mantra, virar uma rotina para conscientizar as pessoas da necessidade de manter a cidade limpa”.
“Ações como essa devem ser levadas também para as escolas. Se cada um fizer sua parte, será muito. E deixaremos a cidade mais bonita”, afirmou o secretário.
Já o cônsul geral disse que estava feliz por participar pela segunda vez do RevitaLiba. A primeira foi em outubro do ano passado, logo após sua chegada. “É com satisfação que observamos que esta tradição japonesa está se fixando em São Paulo”, afirmou o cônsul, que levou uma “equipe” para auxiliá-lo na limpeza.

Organizadores, autoridades e convidados posam para fotos (Aldo Shiguti)
Organizadores, autoridades e convidados posam para fotos (Aldo Shiguti)

Balanço – Este ano, o RevitaLiba teve como foco a Rua Galvão Bueno e ruas que a atravessam, além do Largo da Pólvora e da Praça Américo de Campos. Divididos em grupos, os participantes varreram, recolheram entulhos e rasparam cartazes do tipo lambe-lambe. Outro grupo, o de conscientização, entrou em operação um pouco mais tarde já que quando a ação teve início, por volta das 8 horas, a maioria das lojas na região ainda estavam com suas portas fechadas.
Para o coordenador da ação deste ano e vice-presidente executivo da JCI Brasil-Japão, Vitor Cesar Nakamura, apesar de ter reunido menos pessoas – em 2017 foram cerca de 400 participantes – a segunda edição do RevitaLiba foi um “sucesso”. “Mesmo com o mau tempo, recebemos um número maior de inscrições do que no ano passado (120 em 2017 contra 170 este ano) e, mais importante, conseguimos atingir nosso objetivo, que era o de despertar a consciência das pessoas sobre a importância de manter a cidade mais limpa e que, para isso, todos precisam fazer sua parte”, disse Nakamura, destacando que ação deste ano teve o patrocínio oficial da Mitsubishi Electric Brasil e fez parte do movimento global World Clean Up Day, em comemoração ao Dia Mundial da Limpeza e que mobilizou cerca de 200 mil pessoas em mais de 150 países.
“Estamos pensando também em diminuir a periodicidade da ação e torná-la semestral”, revelou o coordenador, afirmando que a ação de conscientização terá continuidade nas redes sociais. “Até porque queremos ter o feedback dos comerciantes e lojistas para saber o que pode ser feito para que a Liberdade volte a ser um bairro atraente”, explicou o coordenador.
Para a presidente da JCI Brasil-Japão, Patricia Murakami, o balanço do RevitaLiba também foi positivo. “O objetivo da parceria público-privado funcionou muito bem. Outra coisa importante foi que tentamos passar a mensagem que nós precisamos viver num mundo mais limpo e que cada um precisa contribuir um pouco”, afirmou.

Sugestão – A reportagem do Jornal Nippak constatou a presença de famílias que foram por iniciativa própria. Como a Monteiro Siqueira. O casal disse que ficou sabendo da ação pela Internet e saíram da Vila Olímpia com as duas filhas – Ana Luiza, de 5, e Maria Carolina, de 8 – para poder participar.
O artesão “Prema”, adepto do movimento hare krishna, elogiou a iniciativa e deu uma sugestão. “Como biólogo, aprendi desde cedo sobre a importância de ter um ambiente harmônico para se viver. Durante a semana é tranquilo, o problema são nos finais de semana, quando o bairro recebe muita gente. As pessoas até procuram as lixeiras, mas elas vivem abarrotadas e aí o lixo, principalmente restos de comida, acabam transbordando. Minha sugestão é para que façam a manutenção das lixeiras com mais frequência”, diz ele, que costuma ficar próximo ao Jardim Oriental. “Aos sábados e domingos a troca é feita até duas vezes por dia, mas assim mesmo não dá conta por causa do movimento, que é muito intenso”, explicou o artesão.

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