Leia as impressões da Sua Alteza Imperial, princesa Mako, sobre sua visita ao Brasil

Princesa Mako discursa durante a Cerimônia Oficial na Arena 110, em São Paulo (Arquivo/Aldo Shiguti)
Princesa Mako discursa durante a Cerimônia Oficial na Arena 110, em São Paulo (Arquivo/Aldo Shiguti)

A Embaixada do Japão no Brasil publicou, em seu site, as impressões de Sua Alteza Imperial, Princesa Mako sobre a visita ao Brasil realizada entre os dias 18 e 28 de julho por ocasião das comemorações dos 110 Anos da Imigração Japonesa no Brasil. Nesse período, Sua Alteza Imperial percorreu 14 cidades em cinco estados brasileiros: Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo, Pará e Amazonas. Em São Paulo, o ponto alto foi a Solenidade Oficial realizada no dia 21 de julho na Arena 110 montada dentro do 21º Festival do Japão no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center.
Leia na íntegra as impressões de Sua Alteza Imperial, a princesa Mako

Ao terminar a visita ao Brasil (8 de agosto de 2018 (4ª feira)):
Estou muito feliz em ter feito uma visita oficial ao Brasil, a convite do governo brasileiro, no ano em que se comemoram os “110 anos da imigração japonesa no Brasil”.
Gostaria de expressar meus sinceros agradecimentos a todas as pessoas que se dedicaram à visita, às recepções calorosas e considerações minuciosas em cada localidade.
Nessa visita, estive em 14 cidades de 5 estados, e me encontrei com os governadores de 3 deles. O primeiro lugar da visita foi o Rio de Janeiro conhecido como cidade pitoresca. A seguir, conheci Londrina, Rolândia e Maringá, no Estado do Paraná, onde vive a segunda maior comunidade nipo-brasileira no Brasil, depois do Estado de São Paulo. Em seguida, naquele estado, viajei a São Paulo, Marília, e, na região Noroeste do mesmo estado, as cidades de Promissão, Lins, Cafelândia e Araçatuba. Em Promissão, comemorava-se também o “centenário de colonização da colônia Uetsuka”. Em Campinas, consegui passar somente no aeroporto, apesar disso, as pessoas da comunidade nipo-brasileira da região me receberam junto aos representantes da cidade.
Na região amazônica, localizada no norte do País, visitei Manaus no Estado do Amazonas, além de Belém e Tomé-Açu, no Estado do Pará. A imigração japonesa na Amazônia completará 90 anos no ano que vem. Araçatuba e Tome-Açú receberam um membro da Família Imperial pela primeira vez.
Em cada lugar que visitei, tive acontecimentos e encontros inesquecíveis. É impossível escrever aqui tudo o que aconteceu, mas, especialmente, os encontros com as pessoas da comunidade nipo-brasileira deixaram uma grande marca no meu coração. O fato de ter comemorado os 110 anos participando nas solenidades junto a essas pessoas, ao governo brasileiro, aos governos estaduais e de cada localidade me proporcionou momentos especiais. Em uma das solenidades, o Presidente da República Michel Temer enviou uma mensagem calorosa para a comunidade nipo-brasileira através do seu representante. Além disso, fiquei muito feliz com os eventos de boas-vindas e os almoços carinhosamente promovidos pelas pessoas das comunidades. Creio que pude conhecer com mais profundidade a história e as atividades da comunidade nipo-brasileira, ao realizar em cada lugar as inaugurações de monumentos e de placas comemorativas, plantar árvores, e visitar diversas instalações como o Museu Histórico da Imigração Japonesa, o Centro da Imigração Japonesa, a Associação Cultural e Esportiva, além do jardim japonês, o pavilhão japonês, o Festival do Japão, fazendas, fábricas, entre outros. Quando depositei flores no Memorial dos Imigrantes Pioneiros em São Paulo, no “Komyo Kannondo” de Promissão, no Memorial dos Pioneiros da Colônia Hirano de Cafelândia, no Memorial dos Imigrantes em Manaus, e no Memorial dos Pioneiros em Tomé-Açu, pensei sobre as aspirações e as dificuldades dos pioneiros, além do longo caminho percorrido pelas comunidades nipo-brasileiras. Foi muito gratificante encontrar-me com pessoas da comunidade nipo-brasileira de todas as gerações, de idosos até os jovens, incluindo pessoas que vieram de outras regiões, e ouvir sobre a vida após ter imigrado, suas condições atuais de vida, trabalho e atividades, sentimentos em relação ao Japão, entre outros. Além disso, pude ouvir dos voluntários da JICA e das pessoas da área de ensino de língua japonesa em que tipo de atividades estão se envolvendo. Nesta viagem, em diversas ocasiões, percebi que a cultura japonesa está sendo transmitida seguramente dentro da comunidade nipo-brasileira, e senti também que, no Brasil, as informações sobre o Japão estão sendo difundidas de diversas formas e amplamente aceitas. Creio que, além das atividades dos descendentes, a presença da “Japan House” e de outras instalações está cumprindo um grande papel na divulgação do Japão. Nesta viagem, tive a oportunidade de visitar o Corcovado e o Jardim Botânico no Rio de Janeiro, o Museu de Zoologia da Universidade em São Paulo, o Teatro Amazonas e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia em Manaus, além de ter o contato com a natureza da Amazônia, e o Mercado Ver-o-Peso em Belém. Acredito que pude conhecer um pouco da história, natureza e cultura do Brasil através dessas oportunidades. Reafirmo o meu sincero respeito ao fato de que os imigrantes do Japão e seus descendentes contribuíram para o desenvolvimento do Brasil, superando grandes sofrimentos e dificuldades inimagináveis com diligência e honestidade, se tornaram a ponte que liga os dois países, conquistando a grande confiança do povo brasileiro, e construíram o atual desenvolvimento da comunidade nipo-brasileira por meio do acúmulo de seus esforços. Desejo que esta história continue sendo legada cuidadosamente às próximas gerações que irão conduzir o futuro. Faço os melhores votos de saúde e prosperidade a todos e também de um maior desenvolvimento da comunidade nipo-brasileira no Brasil. Além disso, desejo que o Japão e o Brasil continuem sendo parceiros, e que as relações de amizade entre os dois países aprofundem-se ainda mais.

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