JORGE NAGAO: Meditar, dá certo?

Depois de ler, incrédulo, dezenas de artigos e ouvir muitos depoimentos sobre meditação, você enfim meditar, viver essa experiência.
Senta numa almofada, fica em posição de lótus que exige um preparo de monge e ficar atento à própria respiração nos dias de hoje é tão difícil e engraçado nessa primeira vez. Comigo não foi diferente, confessa Jomar Morais, autor do livrinho Meditação para a Superinteressante, coleção para saber mais. Preste atenção em um som – pode ser de pássaros, folhas balançando ao vento, o tique-taque do relógio. Se começar a se dispersar, volte a se concentrar no som. Se não der certo, tudo bem. Tente de novo no dia seguinte, uma hora você estará meditando.
Jomar alerta nas primeiras páginas do livro que meditar exige muita paciência. Veja os capítulos: Introdução, Aqui e agora, o lugar da mente, a força da motivação, a mente meditativa, meditação e ciência, a pratica da meditação, os nove estágios, escolha a sua e Perguntas e Respostas.
A meditação tem sua origem na tradição antiga do yoga, na Índia, há mais de 5000 anos. É uma técnica, tendo ao mesmo tempo de concentração e relaxamento. Em inglês, o estado meditativo é definido como restful alertness, estado de alerta relaxado- a mente fica alerta enquanto o corpo relaxa, ainda com a coluna sempre ereta.
O objetivo principal é a parada gradativa das ondas mentais. Meditar é buscar o silêncio que existe dentro de você mas que se perde na agitação do dia-a-dia, na confusão de pensamentos e sentimentos. Quando a mente fica imóvel e a mente silencia, seduzimos nosso espírito e então temos acesso à nossa essência, ao nosso eu verdadeiro, ao campo da pura potencialidade.

Meditar para quê?
Meditar é um santo remédio: faz bem para o orpo, para a mente e para o espírito. Não se trata de mágica, tampouco de fé – ainda que o budismo, o hinduísmo, o catolicismo e outras religiões se utilizem da meditação. O bem estar conquistados com a prática diária são consequência de alterações químicase fisiológicas quea meditação estimula e são cientificamente comprovadas.

Alterações provocadas no corpo e na mente

A prática diária da meditação reduz:
A frequência dos batimentos cardíacos; a pressão arterial, auxilia no tratamento da hipertensão; o ritmo respiratório e consumo de oxigênio; frequência das ondas cerebrais; suor; tensão muscular; níveis de colesterol; adrenalina, ansiedade; depressão; irritabilidade; alterações de humor.
E aumenta:
imunidade, com maior porcentagem de células T;
Serotonina, o chamado “hormônio do bem-estar”; concentração e tempo de atenção; criatividade, eficiência, produtividade e energia; memória, capacidade de aprendizado; sentimento de felicidade; estabilidade emocional; vitalidade; autodisciplina; sentimento de paz.
“Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”
E, se meditar, o bicho some! Por quê? Porque todas as alterações provocadas pela prática meditativa são o exato oposto daquelas provocadas pela reação de luta o fuga, respostas tradicionais do corpo e da mente às situações estressantes.
Os efeitos da prática são cumulativos. Assim como o estresse diário vai se acumulando a ponto de gerar doenças, os benefícios da meditação também se acumulam de forma a contrabalançar os efeitos negativos do estresse.
Meditar é uma das melhores portas de entrada para o aperfeiçoamento pessoal. Ajuda desenvolver a concentração e o autocontrole, permite enxergar o mundo de forma mais clara.

Motivos para meditar
(Paula Santana)

1) Proporciona autoconhecimento e paz anterior.
2) Turbina as atividades cerebrais.
3) Eleva sua positividade.
4) Combate a depressão.
5) Aumenta criatividade.
6) Protege o sistema cardíaco e relaxa a musculatura.
7) Aumenta a imunidade.
8) Acelera o raciocínio.
9) Protege a saúde emocional.
10) Previne uma infinidade de doenças.

Aplicativo Medita!
Mistura música, ensinamentos e conteúdo para estimular o bem estar. 65 meditações guiadas pela voz de uma terapeuta.

Boa meditação!

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