JORGE NAGAO: Centenário, na Veja

Há 10 anos, a Veja dedicou 72 páginas, contando as propagandas, ao Centenário da imigração, mostrando dados interessantes sobre os isseis e nikkeis. A edição 2038, de 12/12/2007, está disponível apenas para os assinantes da Veja: www.veja.com/acervo. Resumo das páginas:
78/79- No círculo vermelho, O Brasil do Sol Nascente, os 100 anos da IJ. Fotos com isseis e seus descendentes.
80/81- O centenário de uma saga, Thaís Oyama (reportagem e texto) e Paulo Vitae (fotos). Grande foto do Kasato Maru como o logo dos 100 anos.
82/83- ISSEIS, por Naiara Magalhães. Surpresas, saudades e muito trabalho marcaram o cotidiano dos imigrantes que vieram ao Brasil para ter uma vida melhor. Fotos de 19 isseis. Eles chegaram ao Brasil entre 1908 e 1973. 12% da comunidade japonesa. Miscigenados: 0%. Idade entre 35 a 100 anos ou mais. Agricultores, comerciantes e prestadores de serviço, a maioria aposentados.
84- A história de Mitsue Nemoto, a filha deixada no porto. Impedida de embarcar com os pais, foi rever a família 36 anos depois.
86/87- NISSEIS- Hostilizada durante a guerra, a segunda geração de japoneses assisti à violência da Shindo Renmei e viu ruir o sonho de voltar para o Japão. Fotos de 20 nisseis. Filhos dos imigrantes japoneses, 31% da comunidade, miscigenados: 6%, faixa etária entre 15 e 80 anos. Profissões: agricultores, comerciantes e prestadores de serviço, os mais velhos. No caso dos mais jovens, técnicos e profissionais liberais das áreas de exatas e biológicas.
88/89- SANSEIS – As famílias mudam-se para a região urbana e a terceira geração chega à universidade. Fotos de Fernanda Takai e Sabrina Sato e mais 21 sanseis. São netos de imigrantes, 41% da comunidade japonesa, miscigenados: 42%, têm menos de 50 anos. São profissionais liberais das áreas de exatas e biológicas.
90/91- YONSEIS- Na geração dos bisnetos dos imigrantes, os olhos são cada vez mais redondos. Fotos de 27 yonseis. Representam 13% da comunidade nipo-brasileira. Miscigenados: 61%. Têm menos de 35 anos. São estudantes e profissionais liberais nas áreas de exatas, biológicas e humanas.
94/97- Vidas Paralelas- Kinko Yanai emigrou com o pai aos 10 anos. Casou-se, mudou de sobrenome, teve filhos e netos no país e nunca mais mais viu a irmã… Sakurai Yanai tinha 7 anos quando Kinko partiu. Sakurai permaneceu no Japão onde vive até hoje. Kinko, 76 anos, colheu café, foi dona de quitanda no interior de SP. Aposentada, mora com o marido na capital paulista, no apartamento dado pelo filho, arquiteto. Sakurais, 73 anos, viu a guerra de perto e cresceu com a enxada na mão. Enviuvou cedo e os filhos foram morar na cidade. Vive sozinha e continua plantando nas terras da família.
98/101- Família Oya- Os pais se conheceram na fábrica da Mitsubishi, em Kanagawa, e vieram para o Brasil. Jorge, o primogênito, queria fazer odonto e chegou a entrar na faculdade mas teve que interromper o curso por falta de din-din. Hoje, chefe de seção, numa fábrica em Saitama, não pretende voltar ao Brasil. Claudio, o caçula, formou-se em Desenho industrial e hoje é dono de uma pequena empresa.
102/114- Imagens do Japão – As garotas de Harajuku, um bairro de Tóquio, lolitas moderna, replicantes perversas, que só existem no fim de semana. Floresta de neons, luzes, telões, letreiros, e gente, gente por todos os lados, na capital mais populosa do mundo. Diversões eletrônicas, têm pachinkos em todos os quarteirões. E o beisebol ainda é o esporte oficial do Japão. O passado é aqui, o templo Sensoji, fica em Asakusa. Vida apertada, o Japão é um país dos espaços mínimos e lotação máxima.
120/122- Mulheres que dizem não- Elas querem maridos dedicados, bem empregados e que se vistam bem.
124- A opção pelo filho único. 126- Como seduzir uma japonesa. 128- De prata e de ouro, a geração acima de 60, viaja e consome já que tem 705 da riqueza do Japão.
134/140- Dekasseguis, um capítulo à parte.

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