Diretora Keiko Yagi=Quero mostrar a verdade por trás da questão da caça às baleias=Exibição do filme Behind the cove no dia 23=Revela o que existe por trás das críticas ao Japão

 

Exibição de Behind the cove
Exibição de Behind the cove
Diretora Yagi visita a redação
Diretora Yagi visita a redação

A caça às baleias no Japão é alvo de críticas entre a comunidade internacional. Uma mulher, sozinha, enfrentou de frente uma investigação para mostrar o que existe por trás dessa questão polêmica e entrevistou pessoas importantes envolvidas no assunto, tanto os que são a favor quanto os que se opõem à ideia. O resultado desse trabalho é o documentário Behind the cove: the quiet Japanese speak out (2015, direção de Keiko Yagi), que será exibido às 18:30 do dia 23 na Sala Distrito Federal do Maksoud Plaza Hotel (Rua São Carlos do Pinhal, 424). A entrada é gratuita. O filme terá legendas em português. Após a exibição, haverá uma sessão de debate.

Em 2010, o documentário The cove, que retratou a caça aos golfinhos na cidade de Taiji, na província de Wakayama, ganhou o Oscar de melhor documentário e chamou a atenção da comunidade internacional para a questão da caça baleeira. Em 2014, a Austrália denunciou o Programa de Pesquisa de Baleias do Japão sob licença especial na Antártida (JARPA) a Corte Internacional de Justiça por violação da Convenção Internacional para a Regulamentação da Caça de Baleias. O Japão foi condenado e teve que revogar as licenças em vigor.

A caça aos golfinhos é liberada todos os anos a partir de setembro e os pescadores locais foram implacavelmente perseguidos pelo grupo ambientalista Sea Shepherd. Em meio a intensa divulgação na mídia, a diretora Yagi (51 anos, natural de Tóquio) começou seu projeto de fazer um filme.

Ela trabalhava no escritório do estúdio de cinema Paramount Pictures em Tóquio, mas deixou o trabalho em 2011. Interessou-se pela questão da caça às baleias por coincidência: “Li livros sobre o assunto e, ao conhecer a realidade dessa questão, decidi que precisava mostrar os fatos reais. O Japão passava por um momento de vida ou morte”, relembra.

O grupo ambientalista Sea Shepherd utiliza táticas de intervenção mais agressivas, como chocar barcos contra o navio baleeiro. Foi preciso muita determinação para abordar e entrevistar esses integrantes e, posteriormente, transformar o material em filme. “Não tinha como voltar atrás, não me importava se me matassem”, riu a diretora. O site do cinema que exibiu seu documentário foi invadido por hackers, mas isso não a desanimou.

O documentário investiga e contesta as críticas e questões sobre a caça às baleiras que são abordadas em The cove. A exibição no Festival de Cinema de Montreal em 2015 teve grande repercussão e, no ano seguinte, estreou nos cinemas japoneses. Com a divulgação das informações do filme, o grupo Sea Shepherd, que vinha ganhando força, perdeu sua fonte de renda por doações e suas atividades foram reduzidas. A intervenção para atrapalhar os navios baleeiros, que ocorria desde 2005, foi cancelada no ano passado.

Por que o mundo condena o consumo de carne de baleia? Qual é a verdade por trás do debate político sobre a caça às baleias? É uma obra reflexiva que trata o contexto histórico da cultura de consumo da baleia no Japão e que remonta ao Kojiki.

Yagi visitou a redação do jornal no dia 21 e revelou: “Durante a produção do filme, fiquei irritada com a irracionalidade da política internacional, assim como com a postura do Japão de evitar conflitos.” Ela também apontou a atitude tímida do Japão, mudo diante da comunidade internacional.Você pode assistir o filme na Netflix(https://www.netflix.com/br/title/80132127) tambem. (Jornal Nikkey Shimbun)

 

 

 

 

 

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