110 Anos proporciona reencontro com o cantor Kazufumi Miyasawa

“Um show para comemorar os 110 anos da imigração japonesa?” A reação do cantor e compositor Kazufumi Miyasawa foi instantânea: “Claro!”
O convite aceito, agenda acertada, e o show de Kazufumi Miyasawa foi viabilizado graças ao apoio das empresas ANA e United que forneceram as passagens aéreas (em classe executiva) e do Blue Tree Hotel (onde o cantor ficou hospedado, juntamente com os dois músicos que lhe acompanharam na apresentação).
“Além da cerimônia e show artístico reunindo grupos nipo-brasileiros, queríamos ter uma atração internacional que pudesse marcar de forma especial esse momento comemorativo”, conta Yoshiharu Kikuchi, presidente do Comitê Executivo da Comissão para Comemoração dos 110 anos da Imigração Japonesa no Brasil.
O vice-presidente do Comitê Executivo, Tério Uehara, apresentou a sugestão do convite ao cantor Kazufumi Miyasawa, proposta aceita por unanimidade. Além de ter se apresentado na comemoração do Centenário da Imigração Japonesa, em 2008, Miya (como é chamado entre amigos e fãs) é um apaixonado pela música brasileira (chegou a gravar álbuns com músicos brasileiros) – ou seja, sua produção musical vai além do “Shima Utá” que se tornou o single mais vendido na história da música do Japão.
Proposta aprovada, mas pendente da viabilização de outros itens essenciais, principalmente o transporte e hospedagem. Mais uma vez, o reconhecimento da atuação do cantor Miyasawa no efetivo intercâmbio musical Brasil-Japão convenceu as empresas ANA/United que também atuam na ponte entre os dois países, a apoiar o projeto.
Na manhã de sábado, do dia 21, marcada pela solenidade oficial dos 110 anos da imigração japonesa no Brasil, na parte da tarde, os telões localizados na Praça de Alimentação anunciavam o show de Kazufumi Miyasawa, a partir das 18h.
Na Arena 110 Anos, parte do público acomodou-se na arquibancada, outra, foi para a pista procurando ficar mais perto do cantor, neste show que foi marcado pelo reencontro de Miyasawa com os fãs do Brasil.
No ar, uma relação de familiaridade, o cantor repetiu várias vezes estar emocionado e muito honrado com o convite para se apresentar novamente no aniversário da imigração japonesa. O público retribuiu cantando (alguns dançando!) com ele seus sucessos.
Além da música “Shima Utá”, Miyasawa, acompanhado pelos músicos Fernando Moura (parceiro desde 1996) e Marcos Suzano (percussão), promoveu um agradável passeio musical, cantando, tocando violão ou sanshin.
Homenageou os imigrantes japoneses com a música “Ashiato no nai michi”, soltou a voz e emoção em “Okinawa ni furu yuki” e “Sekai de Ichiban Utsukushii Shima” e animou a plateia com “Kaze ni naritai” em ritmo de samba (aliás, ele até chegou a dar mostras de seu gingado!).
Interpretou também “Se todos fossem iguais a você”, de Tom Jobim, anunciando que “é a música que mais gosto do Brasil”.
Em ritmo de festa, Miyasawa contou com o acompanhamento do grupo Ryukyu Koku Matsuri Daiko nas músicas “Shima Utá” e “Shinkanucha”, que ocupou parte do palco e da pista, envolvendo a Arena com o inconfundível sanshin cadenciado pelas batidas do taiko e alegre performance dos jovens tocadores.
Passava das 19h quando Miyasawa se despediu do público. No ar ficou um vazio de “quero mais”.
(Fonte: site do Bunkyo)

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